quarta-feira, 24 de julho de 2013

Semana de treinos, 15 a 21 de Julho

Vista da Peninha - Sintra
2ªf - Treino lento de recuperação de 70’.
3ªf - Dia de bidiário, com treino lento de 50’ da parte da manhã e de 60’, da parte da tarde.
4ªf - Treino progressivo de 90’, com 70‘ iniciais a um ritmo lento, seguido de 20‘ bastante mais intensos.
5ªf - Treino lento de 60’.
6ªf - Novo dia de bidiário, com 50’ lentos da parte da manhã, em que o gémeo direito começou a dar sinais de algum cansaço. À tarde, mais 50’, seguidos de um circuito de multi-saltos. O gémeo voltou a queixar-se.
Sábado - Treino de 17,5 quilómetros realizados no Monsanto. O gémeo continuou a dar sinais.
Domingo - Tinha previsto um treino de 40 quilómetros na Serra de Sintra. Comecei o treino pelas 8h30, partindo da Lagoa Azul. Nos primeiros quilómetros, aproveito o percurso do Trip Trail Monte da Lua. Durante os 10 quilómetros iniciais, o gémeo não vai dando grandes sinais, mas a partir daí, começa a sensação de desconforto, evoluindo para alguma dor à medida que ia acumulando quilómetros. Decido encurtar o treino e desenho o percurso mais directo de regresso à Lagoa Azul. Acabou por dar um treino de apenas 32 quilómetros, com cerca de 1.100 m de desnível positivo.  

sábado, 20 de julho de 2013

Trip Trail Monte da Lua

Chegada à meta - Trip Trail Monte da Lua
2ªf - Treino lento de recuperação de 45’.
3ªf - Aquecimento de 30’, seguido de 10 rampas de 150m e mais 10’ de retorno à calma.
4ªf - Treino matinal de 70’, a um ritmo progressivo.
5ªf - Treino lento de 50’, já a pensar no Trip Trail Monte da Lua.
6ªf - Dia de descanso.
Sábado - Trip Trail Monte da Lua. Chegada à Praia Grande às 6h da manhã. Levantamento do dorsal, um café, conversa com o grande campeão Luís Mota e um ligeiro aquecimento antes da partida. Início com um ritmo tranquilo, num terreno de fácil progressão com muita conversa entre os atletas que formavam o mini pelotão da frente. Entretanto, o Luís Mota vai-se embora com outro atleta e acabo por ficar isolado na 3ª posição. Avançamos no percurso e a serra  começa a mostrar toda a sua beleza. As subidas e descidas vão-se sucedendo e aproximamo-nos de Sintra. Em Sintra, surge um dos pontos mais altos da prova, a passagem pela Quinta da Regaleira. Foi uma experiência fabulosa, percorrer o Poço Iniciático. Nesta fase, na frente isolado estava o Luís Mota, enquanto eu seguia num grupo com mais 3 companheiros. Vamos até ao Castelo dos Mouros, outro ponto alto do percurso, onde espaçamos um pouco a distância entre nós. Já a caminho da Lagoa Azul, e quando vou na 3ª posição,  começo uma descida até que as marcações acabam com duas cruzes desenhadas no chão. Recuo até à última marcação, mas não vejo nenhuma alternativa, só floresta densa. Volto a descer, vejo um pequeno trilho e decido arriscar, lembrando-me das palavras do organizador, que no briefing inicial informou de que algumas fitas tinham sido retiradas. Penso que poderá ser um caso desses e que apanharei o caminho marcado mais à frente. Entretanto o trilho vai estreitando, até que acaba. Vejo-me na mata fechada, mas sem perder o sentido de orientação, sei onde estava o caminho que tinha efectuado. Decido cortar o mais possível, mas a mata era extremamente densa e com um desnível muito grande. Valeu tudo, incluindo subir a árvores para aceder a patamares superiores. Quando regresso, finalmente, ao caminho que já tinha efectuado, vou com mais atenção e acabo por reparar num desvio à direita, por cima de um pequeno muro (quanto a mim, o único local mal marcado na prova, pois haviam marcas no chão para lá do desvio). Encontrado o caminho, após ter realizado 3 quilómetros adicionais, decido recuperar o tempo perdido o mais rapidamente possível. Um pouco mais à frente, chego ao abastecimento, pergunto em que lugar vou e informam-me que sou o 10º (!) atleta masculino e que ainda está uma mulher à minha frente. Agradeço e saio disparado, com motivação para fazer a recuperação possível. Levo mais de 30 quilómetros, mas ainda estou cheio de força. Espera-nos uma subida muito dura, seguida de uma descida muito prolongada. Vou começando a ultrapassar atletas. Chego a novo abastecimento, e quando penso que vou em 7º da geral, informam-me que sou o 5º (passei 2 atletas que se terão perdido, pois não os apanhei no trilho da prova). Acabo por apanhar e ultrapassar o atleta que seguia na 4ª posição, ainda antes da chegada à Azóia. O fim da prova aproxima-se, mas antes disso há um constante sobe e desce nas falésias, que nos levarão ao Cabo da Roca, à Praia da Ursa e à Praia da Adraga.  Só mais um pouco e eis a chegada à Praia Grande, correndo os últimos metros no areal da praia.
Classificação: 4º
Tempo: 6h24m00s
Dados do meu garmin:
- desnível positivo - 2.016 m
- desnível negativo - 2.028 m
Domingo - Caminhada, de cerca de 11 quilómetros, nas falésias do Cabo da Roca, recordando o caminho realizado na véspera.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Trail do Almonda

Trail do Almonda
2ªf - Início de semana de recuperação, pós-Freita, com um treino de 40’, com sinais bastante positivos de rápida recuperação muscular.
3ªf - Treino muito lento de 50’.
4ªf - Treino quase nocturno de 45’, feito até ao limite possível de visibilidade.
5ªf - Treino de aquecimento de 30’, seguido de 10 repetições de 1’, concluindo com 10’ de retorno à calma. Muito calor, o que afectou o ritmo das repetições. Senti-me bem, apenas afectado pelo calor.
6ªf - Treino forçado de escadas e força. Descanso de corrida.
Sábado - Treino tranquilo de 15 quilómetros. Trinta minutos iniciais lentos, aumentando o ritmo, sempre rolando muito confortavelmente.
Domingo - Optei por fazer o treino previsto de 30 quilómetros no Trail do Almonda, debaixo de um calor tórrido. Iniciei a prova com um ritmo muito baixo, acompanhando o meu amigo António Antunes. Connosco seguiam mais 2 atletas da equipa, o Renato Loureiro e o Miguel Baptista, também em registo de treino. Os quilómetros iniciais são fáceis, praticamente sem desnível, mas o calor já começava a apertar. Na primeira subida, o António Antunes fica um pouco para trás, o que teve consequências imprevistas, uma distracção e a saída do caminho correcto. O Miguel e eu estranhamos a demora, fazemos parte da descida a passo à espera que o Antunes nos apanhe. Vamos sendo ultrapassados por muitos atletas. Chegamos ao abastecimento dos 16,5 quilómetros, mas eu já levo mais de 18, por andar para trás e para a frente. Esperamos um pouco mais e nada… Continuam a passar atletas, mas nenhum é o nosso amigo. Decidimos ligar e ele confirma que se perdeu, que entrou em contacto com a organização e que terá que fazer o caminho para trás até apanhar o trilho correcto. Optamos por voltar para trás e paramos, numa sombra, à espera. Continuam a passar atletas… Esperamos uma eternidade e continua sem aparecer. Os atletas já vão rareando, aproximando-se os que ocupam as últimas posições. Finalmente, o Antunes aparece, com sinais de desgaste físico e psicológico, após o engano que lhe custou fazer mais uns quilómetros, metade dos quais em subida muito dura. A temperatura aumenta, já rondará os 40º e o Antunes opta por terminar a sua prova nesse abastecimento. Decidimos seguir e combino com o Miguel que vamos apertar o ritmo até ao final, na tentativa de estar o menor tempo possível debaixo daquele calor sufocante. O ritmo que impomos é bastante forte, correndo na dura subida que se segue ao abastecimento. Começamos a ultrapassar atletas, uma constante até ao final da prova. Aproveitamos as descidas técnicas, para recuperar e diminuir o tormento em que se tornou correr com aquela temperatura. Na última descida, o Miguel acaba por se afastar um pouco, esperando por mim já próximo da chegada, com outro colega de equipa, o Fernando Fonseca. Acabamos por cruzar a meta, os três, após 4h41m. Os 13/14 quilómetros finais, deixaram boas indicações, apesar de terem sido disputados a uma temperatura que chegou aos 43º! Após consulta à classificação, verifiquei que desde o abastecimento em que o Antunes desistiu, ultrapassámos mais de 100 atletas…

sábado, 6 de julho de 2013

Ultra Trail Serra da Freita

Ultra Trail Serra da Freita
2ªf - Treino de 40’, com sessão de reforço muscular.
3ªf - Treino lento de 45’.
4ªf - Treino lento de 45’.
5ªf - Treino lento de 40’.
6ªf - Treino lento de 30’, seguido de viagem até Arouca para participar no Ultra Trail da Serra da Freita, prova com 70 kms e um desnível positivo de cerca de 4.000m.
Sábado - A noite foi em branco devido ao ruído que o vento provocava, pelo que foi com alegria que chegaram as 4h30, hora prevista para começar a preparar-me para a prova. Tudo decorreu dentro da normalidade habitual, com partida às 5h30. A forma como encarei o Ultra Trail da Serra da Freita (UTSF) foi sempre o de realizar um treino e desfrutar das magníficas paisagens que a zona oferece. A prioridade era chegar ao fim, sem qualquer lesão. Como tal, posiciono-me bastante mais atrás do que o habitual, causando alguma estranheza a muitos companheiros. Começa a prova já com o dia a nascer, sem necessidade de se utilizar o frontal. Os primeiros quilómetros são fáceis de percorrer, embora já com algumas paisagens que demonstram a beleza e a rudeza da Serra da Freita. Vou continuando a ouvir comentários sobre o ritmo que levo e a posição no pelotão, mas continuo sem forçar, simplesmente sentindo a montanha. Uma primeira descida que pensei que seria já para uma primeira passagem no rio, embora fosse apenas um falso alarme. Finalmente, já quase com 20 quilómetros, chegamos ao rio Paivô e a uma primeira passagem muito técnica. Foco-me no meu objectivo e reduzo o ritmo, de forma a não correr tantos riscos. Enquanto a progressão se faz saltando entre pedras secas, vou mantendo um ritmo constante, mas quando é feita dentro do leito do rio, decido abrandar. Escorrego e mergulho, imerso até ao pescoço, recordo-me que levo o telemóvel no camelbak e penso que é desta que me vou despedir dele. Não paro para verificar, o mal já estava feito. Depois do rio, chego ao 1º abastecimento, em Covelo de Paivô. Após a necessária hidratação e alimentação, dou início a uma grande subida, em que vejo eólicas no horizonte. Sei que terei que subir até lá. A experiência já me vai dizendo que sempre que chegamos a um local de realização de uma prova e vemos eólicas, quer dizer que o percurso inevitavelmente passará por lá… A subida é dura, intercalando terrenos técnicos com outros onde é possível correr. O calor começa a tornar-se verdadeiramente abrasador. Chego ao 2º abastecimento, ao km 28, na aldeia de Drave, completamente cravada na serra. Continua o percurso e nova descida ao rio, seguida de um subida muito dura, que parece não ter fim. Começo a acusar o cansaço muscular dispendido, pois o terreno é muito técnico o que exige um esforço muscular tremendo. Agradeço a opção de ter começado com um ritmo bastante baixo. Nesta fase, vou completamente sozinho, não vejo ninguém, a serra é só minha. Chegando ao topo da serra, oiço o telemóvel tocar. Fico completamente surpreendido, nunca pensei que teria sobrevivido ao mergulho. Oiço algumas palavras de incentivo do meu grande amigo António Antunes, que me diz que não há informações nenhumas, pois em cerca de 90% do percurso não há rede, incluindo no Parque de Campismo do Merujal, local de partida e chegada da prova. Continuo até ao 3ª abastecimento, perto do quilómetro 40. Tenho fome e sede. Ataco uma mini gelada na água de uma fonte, reponho a água no camelbak, água da fonte, que manterá a temperatura durante muito tempo. Preocupo-me em ingerir alimentos salgados, sei que perdi muito sódio através da transpiração, a minha camisola já começa a ficar esbranquiçada. Resolvo fazer uma paragem maior para abastecer bem e descansar um pouco. Junta-se muita gente no abastecimento. Sigo, e um pouco mais à frente confronto-me com o Trilho da Besta. Tinha visto fotos e tinha-me preparado psicologicamente para o ultrapassar. É um trilho muito longo em que os membros superiores são tão importantes quanto os inferiores. É duro, muito duro, mas agradeço a frescura, pois estamos a progredir por uma zona de vegetação muito densa, escalando calhau após calhau, por vezes com ajuda de cordas previamente colocadas pela organização. Não tenho dificuldade de maior em ir progredindo, quase sempre à custa do esforço dos braços e tronco superior. A cada metro agradeço o reforço muscular que faço e me permite continuar num bom ritmo. Após a chegada ao topo, uma descida longuíssima, de vários quilómetros, quase sempre muito técnica e com grande inclinação. Sinto gradualmente os músculos a recuperarem e sempre que possível vou correndo e saltando, embora sem forçar muito. O objectivo inicial mantém-se no meu pensamento: chegar sem lesões. Paro no abastecimento de Manhouce, o 4º, onde abasteço e hidrato-me bem. Pouco depois passo a formar um trio com o Mark Monteiro e o Sérgio Pereira. O Mark já o conhecia de provas anteriores, o Sérgio foi uma agradável surpresa. E lá fomos progredindo os 3, correndo sempre que possível, mas com longas etapas em caminhada, sempre que o terreno era muito técnico ou as subidas muito fortes. O percurso entre o abastecimento de Manhouce e o da Lomba (o 5º por volta do quilómetro 59), para mim, é a parte mais dura, com nova descida ao rio, percurso ao longo do seu leito e terrenos muito técnicos. Levava o camelbak cheio, com 2 litros de água, do abastecimento de Manhouce, e mesmo assim fiquei sem água antes do abastecimento da Lomba. O calor era verdadeiramente insuportável. Chegado ao abastecimento da Lomba, nova paragem prolongada, com nova mini a acompanhar uma bifana no pão. Avisam-nos de que vem uma subida enorme. Confirma-se, é uma subida muito longa, mas não é tão inclinada quanto algumas que ultrapassámos anteriormente. A progressão é lenta, mas constante. Faço contas e prevejo chegar ao fim com cerca de 15h. Chegamos ao último abastecimento, por volta do quilómetro 65, em Castanheira. Aqui a grande preocupação é a hidratação, começa a cheirar a meta, falta apenas um obstáculo significativo, o famoso PR7. Saímos do abastecimento e mantemos um ritmo constante de progressão, primeiro com a descida já no PR7, com vista para a fantástica Frecha da Mizarela, e depois com a subida final. O PR7 não me pareceu assim tão duro para a fama que tem; a sua principal dificuldade é estar no final da prova, em que a degradação muscular já é muito grande. Após a conclusão do PR7, começamos a correr a um ritmo bastante elevado, atendendo à fase adiantada da prova, chegando à meta após 14h44m, sem qualquer lesão. Objectivo cumprido!

O UTSF é a prova mais técnica em Portugal continental. É uma prova muito dura, agravada pelo calor que se verificou. Chegaram à meta, dentro do tempo limite, apenas 138 atletas, dos 272 inscritos. É um desafio, numa paisagem lindíssima, mas que, na minha opinião, se destina a pessoas que tenham alguma experiência e um certo à vontade na montanha. Passa por zonas de muito pouca acessibilidade (algumas em que me parece que a única forma de evacuar um atleta será de helicóptero) e sem rede telefónica, pelo que um atleta tem que ter uma grande capacidade de autonomia. Depois de chegar ao fim, concluí que a minha opção tinha sido a mais correcta (para mim, claro); não é uma prova onde eu vá competir, mas penso regressar com a mesma abordagem de desfrutar da serra e da sua paisagem.
Classificação: 68º
Tempo: 14h44m19s
Dados do meu garmin (ficou sem bateria aos 66 quilómetros):
- desnível positivo: 3.440 m
- desnível negativo: 3.480 m
Domingo - Regresso a casa

Semana de treinos, 17 a 23 de Junho

2ªf - Treino de reforço muscular geral e específico de glúteos.
3ªf - Dia de bidiário. Treino matinal de 50’, com muita dificuldade inicial, com melhoria ao longo do treino. À tarde, aquecimento de 30’ de corrida, seguido de sessão de escadas. Terminei o treino acusando menos a intensidade habitual da sessão de escadas.
4ªf - Treino progressivo de 90’, sentindo muito cansaço e diversas pequenas mazelas.
5ªf - Novo dia de bidiário, com treino matinal suave de 50’. Novamente muitas dificuldades no início, com algumas dores e sensação de cansaço. À tarde, novo treino de fartleck de 50’. Novamente, voltei-me a sentir melhor no treino da tarde, em relação ao treino da manhã.
6ªf - Treino de 50’, com as queixas já habituais, seguido de uma sessão bastante exigente de multi-saltos.
Sábado - Treino de 15 quilómetros, com um ritmo baixo, sentindo algumas dores. Só quase no final do treino, é que me senti mais confortável, no entanto a sensação de cansaço persiste.
Domingo - Tinha, no plano, um treino de 43 quilómetros, mas decidi ouvir o corpo e descansar.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Semana de treinos, 10 a 16 de Junho


Serra de Sintra - Trilho das Pontes

2ªf - Treino de 2 horas no Monsanto, aproveitando o feriado e iniciando uma semana de treinos bastante exigente.
3ªf - Aquecimento de 30', seguido de sessão de exercícios em escadas.
4ªf - Treino progressivo, em terreno plano, de 90'. 
5ªf - Treino matinal de 50', seguido de algumas rectas e um circuito de exercícios de multi-saltos. À tarde, previsão de um treino ligeiro de 50' na mata, mas a companhia acabou por o tornar um pouco mais intenso.
6ªf - Dia de séries longas na mata. Após aquecimento de 30', 3 repetições de 12'. Apesar do cansaço que sentia, acabei por ser muito constante e andar um pouco mais rápido do que o que tinha antecipado.
Sábado - Dia de treino longo, com incursão pela Serra de Sintra. O objectivo, para além do trabalho de resistência e muscular, era o de treinar a parte mental. Devido ao cansaço que fui sentindo ao longo da semana e às séries da véspera, sabia que não ia estar nos níveis máximos de energia, pelo que a parte mental iria ser colocada à prova. Acabaram por ser 56 quilómetros, com um desnível positivo de mais de 2.100 metros. 
Domingo - Treino/passeio de cerca de 10 quilómetros, a um ritmo ultra-lento, seguido de uma grande sessão de recuperação da energia consumida no fim-de-semana.
Acabei a semana com quase 150 quilómetros feitos, com a nítida sensação de que estou a começar a melhorar a forma.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Semana de treinos, 3 a 9 de Junho



2ªf – Treino de 50’ lentos de corrida, seguido de sessão de reforço muscular geral e reforço específico de glúteos.
3ªf – Treino de 30’ de aquecimento, a um ritmo superior ao desejado, mas o corpo entusiasmou-se, seguido de sessão de exercícios de escadas. Treino muito intenso, com dificuldade acrescida devido ao elevado calor que se sentia.
4ªf – Treino de 90’ em terreno plano, com ritmo moderado nos primeiros 9 quilómetros, aumentando gradualmente a partir daí e terminando os 2 últimos quilómetros a 3’55’’/4’00’’ por quilómetro.
5ªf – Treino de 35’ de aquecimento, seguido de 4 repetições de 9’. Com algum cansaço dos dias anteriores, comecei prudente e fui aumentando o ritmo, melhorando sempre de repetição para repetição. No final, 10’ de retorno à calma
6ªf – Treino matinal de 50’ em ritmo lento. À tarde uma sessão de multi-saltos.
Sábado – Impossibilidade de treinar, devido ao apoio dado na organização da Ultra-Maratona Caminhos do Tejo. Ultra-Maratona de cansaço, com início do trabalho às 20h30 de 6ªf e final à 1h00 de domingo, sem dormir um único minuto.
Domingo – 120’ lentos, a explorar alguns trilhos nas proximidades de Fátima.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Corrida do Mirante

Parte da equipa, antes da partida

2ªf - Sessão de reforço muscular, a iniciar uma semana muito tranquila.
3ªf - Treino de 60' com alguma aventura pelo meio na tentativa de descobrir novos trilhos, seguido de sessão de reforço de glúteos.
4ªf - Treino lento de 60'.
5ªf - Treino lento de 50'.
6ªf - Treino lento de 40'.
Sábado - Treino lento de 40'.
Domingo - Corrida do Mirante. Regressei à Ota, depois de ter feito a prova no ano passado e ter gostado bastante. É uma prova que não favorece as minhas características, muito curta e muito intensa, mas com um traçado muito bonito. Começo demasiado atrás e perco muito tempo nas primeiras centenas de metros. Para tentar recuperar, acelero excessivamente e chego ao início da subida já desgastado. Pela frente terei cerca de 1 quilómetro e meio duro de subida, seguidos de 500 metros de descida e nova subida de cerca de 1 quilómetro até ao ponto mais alto da prova. Na primeira parte da subida, aproveito para ganhar mais algumas posições, mantendo sempre passo forte de corrida. Apesar da dureza da subida até ao ponto mais alto, consegui correr em pelo menos 90% do trajecto. A prova não permite qualquer tipo de recuperação, pois após as subidas muito duras, aparecem fortes descidas, propícias a ganhar velocidade. Após a passagem no ponto mais alto, o próximo destino é o Mirante e a sua magnífica vista, mas antes ainda é preciso vencer o famoso “V”. A subida é muito dura e feita totalmente a caminhar. Chego ao Mirante já com alguma distância para o atleta que se encontra à minha frente, embora o veja, e com pouco avanço do atleta que me persegue. Na longa descida tento aproveitar para não perder muitos metros, mas estranhamente a distancia alarga-se. Chego ao rio e início a última subida, muito dura. O calor aperta, tem sido uma constante ao longo da prova, sinto o corpo a arder, mas lá vou subindo, ora caminhando, ora correndo, quando a inclinação é um pouco menor. Recupero algum terreno, mas estou mais preocupado em alargar o fosso para trás, pois sei que após a subida, tenho mais de 1 quilómetro até à meta muito rápido, quase todo em asfalto, o que teoricamente não me favorece. Vou isolado e consigo manter um bom ritmo. A cerca de 500 metros da meta, olho para trás e não vejo ninguém, olho para o relógio e vejo que tenho possibilidades de bater o tempo de 2012, isso faz com que acelera ainda um pouco o ritmo até à meta.
Acabo com menos 5 segundos do que a prova do ano passado, embora nesta edição tenha estado mais calor (um calor verdadeiramente insuportável) e me tenha dado mais 700 metros de percurso.
Após o banho, o convívio ao almoço, no já tradicional pic-nic.
Prova que é muito curta para as distâncias que gosto, mas que pela qualidade do percurso e da organização, me faz querer regressar.

Tempo: 1h07m15s
Classificação: 32º da geral (5º escalão)
Distância total: 12,90 kms




quarta-feira, 29 de maio de 2013

Semana de treinos, 20 a 26 de Maio

Torre de vigia na Serra de Sintra
 
 
2ªf - Treino lento de recuperação de 45', em terreno plano.
3ªf - Novo treino lento de 45', mas já na mata, embora com pouco desnível.
4ªf - Treino de 45', seguido de circuito de exercícios para glúteos.
5ªf - Treino de 60', com alguns momentos a um ritmo mais elevado.
6ªf - Treino de 70’, em plano, chato e difícil psicologicamente. No final, sessão de reforço muscular.
Sábado - Regresso a Sintra! Com excelente companhia, fizemos um pouco mais de 20 quilómetros, que passaram num instante. Senti-me bem e recuperado. Decidi dar a este treino o carimbo "Mais agradável dos últimos tempos!"
Domingo - Colaboração na organização da Meia Maratona na Areia. 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Ultra Trail de São Mamede

UTSM - À chegada!


2ªf - Treino de bicicleta de 30’, seguido de sessão de reforço muscular.
3ªf - Treino lento de 50‘, pela primeira vez sem dores na perna.
4ªf - Novo treino de bicicleta, com o objectivo de recuperar totalmente o músculo lesionado. Foram apenas 30‘.
5ªf - Novo treino de corrida, de 40’, sem qualquer sinal na perna. Cresce o optimismo para o UTSM. De qualquer forma, só com o acumular de quilómetros é que terei a confirmação da recuperação total ou não.
6ªf - Preparação do material e viagem para Portalegre.
Sábado – E pelas 0:00 deu-se a contagem decrescente e a partida para o Ultra Trail da Serra de São Mamede (UTSM). Com alguma apreensão, iniciei a prova um ritmo relativamente baixo, procurando “sentir” a minha perna esquerda. O objectivo principal era concluir a prova, o que a acontecer seria a 10ª vez em que ultrapassava a mítica barreira dos 100 quilómetros. Primeiros quilómetros e nenhum sinal ou sensação estranha, portanto continuei a rolar descontraidamente. À parte de alguns troços em que temos que atravessar uns cursos de água, o terreno é fácil de progredir e assim alcanço o primeiro abastecimento (PAC), por volta dos 10 quilómetros de prova. Continuo até ao segundo abastecimento, já aos 17 quilómetros, sempre com progressão bastante fácil. A grande preocupação é controlar o ritmo de corrida, pois se corremos ao ritmo que o corpo nos pede, mais tarde pagaremos a ousadia. Chego ao 2º PAC sem sentir qualquer desconforto na perna, isso anima-me e faz-me começar a acreditar que a lesão possa estar definitivamente debelada. A partir deste ponto, começa a ascensão até ao ponto mais alto da prova, as Antenas no topo da Serra de São Mamede. Sei que tenho que me poupar, sei que a prova só começará verdadeiramente após Marvão, por volta dos 60 quilómetros. Estou à espera de ter uma quebra grande por volta dessa distância, pois a lesão atrasou muito a minha preparação e chego quase sem treinos longos, mas também conto com a minha gestão de esforço e a experiência acumulada. Até Marvão, o objectivo é chegar com o menor desgaste possível. Subo parcialmente a subida a andar, intercalando com corrida sempre que o terreno tem um desnível menor. As condições climatéricas são as esperadas, bastante frio e muito, muito nevoeiro. Eu dou-me bem com o frio, pelo que não conto ter qualquer problema, vou devidamente equipado, o que para as minhas características quer dizer levar apenas um corta-vento leve e umas luvas fininhas (eu sei que a maioria congelaria, mas eu sou um aquecedor ambulante). Quanto ao nevoeiro, dificulta bastante a navegação, pelo que exige concentração na visualização dos reflectores colocados nas fitas sinalizadoras. Felizmente a prova estava magnificamente marcada, e vou encontrando o caminho, embora quando incidia a luz parecia que os reflectores estavam longe, mas quando passávamos verificávamos que estavam apenas a meia dúzia de metros. A paisagem não é visível, mas sente-se. E corremos num ambiente mágico, de grande beleza. A confiança vai aumentando, a perna não dá sinal, só por esse facto sinto que já ganhei a corrida. Chego ao 3º PAC em simultâneo com o Jorge Serrazina, que comenta (com a sua enorme experiência), “Isto não é sítio para parar muito tempo, temos que descer rapidamente”. A temperatura estaria perto dos 0º e o muito vento que se fazia sentir transformava-a numa temperatura aparente negativa. Creio que o facto de permanecerem muito tempo naquele abastecimento, acabou por provocar a desistência de muitos atletas por hipotermia, mas é difícil tomar sempre as decisões correctas e apetecia descansar um bocadinho, pois a distância entre o 2º e o 3º PAC era a maior de toda a prova e, além disso, após um longo esforço de subida. Comi e hidratei-me o mais rapidamente possível, dando razão interiormente às palavras do Jorge, mas mesmo assim não fui suficientemente rápido para o acompanhar. Ainda gritei “Jorge, espera por mim, que eu também vou!” mas ele não ouviu, pois o vento era muito. Decidi então acelerar para o apanhar, mas entramos num down-hill, algo técnico, de noite e com bastante nevoeiro. Começo a duvidar que consiga apanhar o Jorge, num terreno em que ele é mestre, mas não desisto e vou descendo o mais rapidamente que consigo. Estranhamente, verifico que a distância entre nós se vai mantendo, ganho ainda mais confiança, pois não sinto qualquer desconforto na perna e estou a descer ao mesmo ritmo de um dos atletas mais rápidos a descer em terreno técnico. Aperto ainda mais o ritmo e antes de chegar ao final apanho o Jorge. No final do down hill, encontramos o Vítor Coelho, queixa-se que o frontal dele aquece e apaga-se, pelo que está a ir muito lento. Ofereço-me para lhe emprestar um segundo frontal que levo de segurança, mas ele prefere ir à boleia do meu frontal. Continuamos a descer, pelo meio muitas pedras e paus soltos. Mesmo de noite, a paisagem é bonita, no meio de muita vegetação. Atrás de mim lá segue o Vítor, que me avisa: “Por favor não caias, senão eu caio em cima de ti, só vou a seguir os reflectores dos teus ténis e não dá para travar a tempo”. Começamos a desejar que nasça o dia, para facilitar a navegação, pois torna-se bastante desgastante estar sempre a fugir aos obstáculos (ramos, pedras, buracos, etc) mesmo em cima deles. Alcançamos o PAC 4 e o PAC 5. Já percorremos metade da prova, cerca de 50 quilómetros e já tenho a certeza que a lesão está ultrapassada, pois continuo sem sentir qualquer sinal da perna. Nesta altura, começa a nascer o dia e o Vítor queixa-se de um pé. Sei que nos espera a difícil subida para Marvão, mas o terreno ainda é de fácil progressão e o ritmo é elevado. O Jorge acaba por se afastar e eu também descolo do Vítor. Com o nascer do dia, já não tem necessidade da minha luz, e eu acabo por ficar sozinho. Distraio-me a responder a algumas mensagens e com o sol no horizonte pela frente, acabo por me perder 2 vezes. Tudo sem grandes consequências, pois assim que deixo de ver fitas, volto para trás. No total, devo ter perdido apenas cerca de 500 metros. Na última vez que me perco, quando regresso, encontro novamente o Vítor, mas ele vem com algumas dificuldades. Ainda corremos alguns metros juntos, até chegar ao rio que temos que atravessar para dar início à subida para Marvão. A partir daí deixo de o ver até que ele chegue à meta.
A subida é dura, nesta fase dá-me sonolência, o pensamento vagueia, as imagens mais estranhas aparecem-me, mas continuo a subir. Sei que o troço final é terrível, pois ficou-me na memória no ano passado. Quando lá chego, confirmo que a memória não me atraiçoou, é mesmo muito duro. Entro na porta da muralha e começo a descer já dentro de Marvão. Chego ao PAC 6, onde se pode deixar uma mochila. Por segurança, levei roupa de substituição e outro par de ténis, mas estou bem, não preciso de nada e apenas me preocupo em alimentar-me e recuperar um pouco da subida. Como a sopa quente, repito. Sabe-me bem. Fico contente por estar com fome, por estar a comer sempre em todos os PAC, pois costumo ter algumas dificuldades em alimentar-me em prova. Sei que a alimentação é fundamental para manter a energia. Saio do PAC, sozinho e assim será por muitos quilómetros. Desço a calçada romana com bastante rapidez, ultrapasso alguns atletas e começo a pensar no próximo ponto importante: Castelo de Vide. Até lá, ainda temos que alcançar o PAC 7 (aos 70 quilómetros) e depois desse ponto, a subida até à capela da Senhora da Penha. Faço esse trajecto totalmente em solitário, mas vou forte, estou a manter um ritmo razoável. Chegada à Senhora da Penha e dada a volta à capela, desço umas fragas com a ajuda de algumas cordas. A preocupação é a segurança, é não me lesionar na descida, pois já estou com quase 80 quilómetros nas pernas e a destreza já não é a mesma do início. Após a descida, está o PAC 8, o antepenúltiplo. Aqui sinto, que salvo algum acidente, terminarei a prova, melhor ou pior, pois faltam apenas 23 quilómetros.
Sei que de seguida tenho uma parte do percurso bastante fácil, em que primeiro se desce durante alguns quilómetros e depois se anda em plano, sempre com terreno favorável. Apanho o Pedro Basso, que me diz que está com dificuldades. Está muito enjoado e não se consegue alimentar, pelo que não tem energia. Decidimos seguir juntos e tentamos manter um ritmo constante de corrida. Aproveitamos para descansar, caminhando, quando aparece alguma subida. Estes quilómetros passam rapidamente e temos pela frente a penúltima grande subida, subida esta bastante dura, em que o desgaste já é muito. Alcançamos o topo da subida e descemos um pouco até ao PAC 9, onde o Pedro se senta exausto numa cadeira. Também me sento ao lado, mas já com dois bocados de pizza na mão. O Pedro continua sem conseguir comer, por isso decido comer pelos dois. Não sei quantos bocados de pizza comi, mas foram bastantes. Estamos com 89 quilómetros, pelo que faltam pouco mais de 11 quilómetros para a meta. Consulto o track que carreguei no meu garmin, e confirma-me essa informação. Os PACs têm estado sempre nos quilómetros em que estavam anunciados. O meu desvio, pois já acuso mais de 90 quilómetros feitos, deve-se às centenas de metros que fiz a mais pelas 2 vezes em que me perdi.
Reiniciamos a corrida, já com o pensamento em chegar ao último PAC. Primeiro uma longa descida, em que o terreno, sobretudo a muita pedra existente, começa a fazer estragos, sobretudo nos quadríceps, até que vemos escrito no chão “Última Subida”. Foi a última, mas foi dura. O Pedro anda mais rápido que eu, pelo que para o acompanhar tenho que correr alguns bocados na subida, estranhamente consigo fazê-lo com facilidade. Se fosse sozinho teria subido ainda mais a correr. Vou avançando aos esticões, dou uma corridinha até ganhar alguns metros ao Pedro, começo a andar, ele apanha-me, ultrapassa-me e ganha uns metros, eu reinicio a corrida até lhe ganhar novamente uns metros. E assim chegamos ao fim da subida, onde apanhamos um caminho de terra batida que nos levará à Senhora da Penha (já era a segunda!), mas desta feita de Portalegre. A descida é bastante acentuada e muscularmente desgastante, mas já começa a cheirar a meta. Já vemos Portalegre! Paragem muito rápida no último PAC (o 10º) e início da descida de uma escadaria enorme. Apesar das dificuldades, o Pedro acompanha-me e descemos a escadaria a um ritmo impressionante, ultrapassando alguns atletas da maratona e dos 24 quilómetros. Enquanto descemos ainda oiço “Olha como estes descem… e ainda por cima são dos 100…”.
Faltam apenas 5 quilómetros em terreno bastante plano e rápido. Conseguimos imprimir um bom ritmo, atendendo aos quilómetros que levamos nas pernas. Aproximamo-nos do estádio, mas antes ainda temos que saltar uma vala. Lá saltamos como podemos e seguimos para o estádio, volta quase completa e chegada à meta. Tinha atingido pela 10ª vez a marca dos 100 quilómetros!
Cheguei com muita força, desgastado, mas com a sensação de que poderia fazer bastantes mais quilómetros, sem qualquer mazela, sem uma única bolha nos pés.

Comentários à prova e mais concretamente à organização: A prova é simplesmente excelente! Percurso muito bonito, muito bem marcado, abastecimentos de luxo, muita simpatia e um contingente enorme de voluntários. Fiz a edição inicial, da qual só não gostei do final, aspecto este que foi alterado para melhor nesta edição. Conto estar para o ano em Portalegre.

Tempo: 13h47m18s
Classificação: 30º da geral
Distância total: 102,0 kms

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Ultra-Trail de São Mamede


Perfil altimétrico

É já amanhã à noite! Ultra-Trail da Serra de São Mamede! Partida às 00:00 de sábado. Para quem quiser acompanhar, poderá fazê-lo aqui.
Também podem ver a passagem, em tempo real, nos Postos de Abastecimento. Vou correr com o dorsal M096.




segunda-feira, 13 de maio de 2013

Semana de treinos, 6 a 12 de Maio

Bicicleta

2ªf - Treino lento de 60', com sessão de reforço muscular.
3ªf - Treino lento de 56', com o aparecimento novamente de algum desconforto no posterior esquerdo.
4ªf - Mudança de treino para bicicleta: 60’.
5ªf - Novo treino de ciclismo, desta feita, de 70’, com bastantes variações de ritmo.
6ªf - Novo treino de ciclismo de 60’.
Sábado - Monsanto, um pouco mais de 15 quilómetros. Nova sensação no posterior esquerdo, apesar de sentir uma melhoria.
Domingo - Treino matinal de 60’ de bicicleta. À tarde, novo incursão pelo Monsanto, num treino a um ritmo baixo, de cerca de 9 quilómetros.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Col de la Seigne

Col de la Seigne

E a lenta ascensão iniciada em Les Chapieux, passará en La Ville des Glaciers e no refúgio des Mottets, onde começa a parte mais dura da subida, em que em pouco mais de 3 quilómetros, se sobem mais de 600 m, até atingir o Col de la Seigne a 2.516 m de altitude. O Col de la Seigne assinala a fronteira entre França e Itália, pelo que deixaremos terras gaulesas durante umas largas horas, entrando em Itália com cerca de 60 quilómetros já percorridos. O Col de la Seigne é um dos pontos mais complicados climatericamente, devido à sua altitude. Na edição passada do UTMB, devido às más condições climatéricas e à acumulação de neve neste ponto, o percurso da prova teve que ser alterado, não permitindo a passagem para Itália, pelo que se desenrolou exclusivamente em França e com menor quilometragem. Este ano, a organização, assumiu o compromisso de que, caso se verifiquem condições metereológicas idênticas, já tem um percurso alternativo, em que garante a distância inicialmente prevista.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Semana de treinos, 29 de Abril a 5 de Maio

Diversificação do tipo de treino

2ªf - Treino de reforço muscular geral e específico de glúteos, com o acréscimo de alguns exercícios.
3ªf - Atendendo à lesão, optei por ir para a piscina. Treino de cerca de 60’.
4ªf - Novo dia dedicado a reforço muscular, desta feita, em versão mais reduzida.
5ªf - Decidi fazer um teste de corrida. Iniciei o teste sem dores, no entanto a partir dos 2,5 quilómetros, comecei a sentir um desconforto crescente. Quando atingi o quilómetro 3, senti dor, o que me levou a parar o teste imediatamente. 
6ªf - Nova opção de diversificação de treino, recorrendo a bicicleta estática. Treino realizado em mudanças baixas, durante 60’.
Sábado - Novo treino de bicicleta, desta feita com mudanças mais elevadas. Duração do treino: 60’. Da parte da tarde, uma pequena caminhada.
Domingo - Nova tentativa de teste de corrida, embora algo apreensivo. Sempre a um ritmo pouco intenso, iniciei o treino decidido a parar assim que tivesse dores. Ao fim de alguns quilómetros, o desconforto apareceu, embora se tivesse mantido estável, sem nunca se agravar. Acabei por fazer cerca de 15 quilómetros. Ainda não estou totalmente recuperado, mas o treino deixou indicações de que estou a melhorar a tempo do Ultra Trail da Serra de São Mamede.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Les Chapieux

Les Chapieux

Deixando o refúgio da Croix du Bonhomme, teremos uma longa e pronunciada descida até à povoação de Les Chapieux. Em apenas 5 quilómetros, desceremos cerca de 900 metros de altitude. Neste local, existrá nova barreira horária de 11h30 de prova.
Após deixar Les Chapieux, damos início a uma lenta ascensão, que nos levará a um dos pontos mais emblemáticos deste desafio.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Semana de treinos, 22 a 28 de Abril

Foi assim que me pareceram as escadas na 3ªf...
 
2ªf - Treino de reforço muscular geral e específico de glúteos.
3ªf - Dia de bidiário. Treino matinal de 50’, com o aparecimento de várias dores musculares. À tarde, aquecimento de 35’ na mata, seguido de uma sessão bastante dura de exercícios em escadas.
4ªf - Início do treino com muitas dores, especialmente no posterior da coxa esquerda. Cumpri os 90’ previstos, embora só conseguindo atingir o ritmo pretendido nos últimos 40’ do treino.
5ªf - O plano indicava uma sessão de 20x2’ com desnível, mas o agravamento das condições musculares, fez-me alterar para 70’ na mata do Jamor.
6ªf - Novo dia de bidiário. Treino matinal de 50’ muito lentos. As dores são crescentes, o que me faz optar pelo cancelamento do treino da tarde.
Sábado - Estavam previstos 20 kms, mas o treino teve que ser interrompido. Fiz apenas 15,5 kms, tomando a decisão de parar para recuperar fisicamente, pois estamos a apenas 3 semanas do Ultra Trail da Serra de São Mamede.
Domingo - Descanso.

domingo, 28 de abril de 2013

Semana de treinos, 15 a 21 de Abril


Kids Race - Scalabis Night Race

2ªf e 3ªf – Descanso, gelo e anti-inflamatório para recuperar o mais rapidamente possível o tornozelo esquerdo.
4ªf – O tratamento funcionou ainda mais rapidamente do que estava à espera e decidi fazer um teste. Acabaram por ser 50’, num ritmo lento. Apesar da sensação de alguma instabilidade, o que me impossibilita nos próximos dias de correr em terreno acidentado, o teste foi muito positivo.
5ªf - Confiante no teste da véspera, decidi manter o treino previsto, apesar de implicar alguma intensidade. Assim, após o aquecimento, fiz 10x2’. Sessão muito afectada pelo forte vento existente, sendo que 7 das 10 repetições foram contra esse mesmo vento.
6ªf - Treino tranquilo de 50’, seguido de uma sessão específica de reforço de gémeos.
Sábado - Dia passado em Santarém com o objectivo de ajudar a organização da Scalabis Night Race, nas corridas dirigidas aos escalões de formação. Creio que foi um grande sucesso estimular mais de 200 jovens para a prática desportiva. É de salientar que os escalões que tiveram maior adesão foram os Bambis e os Benjamins.
À noite, foi a vez de eu fazer a prova principal na distância de 10 kms, algo extremamente raro (distância curta e ainda por cima em asfalto). Apesar de ter feito o Ultra Trail de Sesimbra apenas 6 dias antes e da sessão de séries de 5ªf, consegui fazer a prova em 38’56’’. O ambiente na cidade estava fantástico.

Tempo: 38m56s (tempo oficial: 39m03s)
Classificação: 40º da geral (9º escalão)
Distância total: 10,15 kms

Domingo - Com menos de 12h de recuperação, dei início ao treino previsto de 20 kms, no Monsanto, num excelente dia de Primavera. Primeira parte mais lenta, mas aumentando o ritmo progressivamente, acabando bastante confortável.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Semana de treinos, 8 a 14 de Abril

Fonte: João Faustino

2ªf – Descanso. Estava prevista sessão de reforço muscular e trabalho específico de glúteos, mas não consegui ter tempo disponível.
3ªf – Treino de 30’ + 6x1’, realizado entre a meia-noite e a 1h da manhã (foi quando houve possibilidade), no Passeio Marítimo de Oeiras. Enquanto corria, muitas memórias desfilaram do tempo em que treinava no mesmo espaço, frequentemente por volta dessa hora.
4ªf - Treino tranquilo de 50’. Em semana de descompressão, é só rolar serenamente, já com a mente em Sesimbra.
5ªf – Novo treino tranquilo de 45’, na mata do Jamor.
6ªf – Dia de descanso.
Sábado – Último treino antes do Ultra Trail de Sesimbra, 30’ a rolar no Passeio Marítimo de Oeiras.
Domingo – O dia da primeira prova importante do ano, para mim. Consciente de que a época está desenhada para alcançar o pico de forma no final de Agosto, pelo que ainda estou longe da melhor forma, a prova serviria para aferir sobre o meu actual estado e de como estou a reagir ao treino. Assim, optei por uma estratégia de corrida, com um princípio de prova mais prudente, procurando aproveitar a parte mais corrível do traçado nos últimos 20 kms. Pela frente, além da dureza do percurso, teria um adversário do qual não gosto nada: o calor que se anunciava nas previsões metereológicas.    
Inicío, às 7h da manhã, estranhamente lento para o habitual, permitindo um grupo muito numeroso na frente. O segundo quilómetro, um pouco mais rápido, permitiu ir esticando o grupo antes da saída do alcatrão e do ataque à primeira subida. Após a subida da pedreira, em estradão, entrada num trilho técnico, a descer, que nos leva até à Ribeira do Cavalo e que nos dá o mote para o que nos espera até ao cabo Espichel. A partir daí um constante sobe e desce ao longo da falésia, com uma paisagem absolutamente maravilhosa. Apesar de sentir que não estou num grande dia, vou percorrendo os quilómetros a um ritmo aceitável (para os meus padrões), muito ajudado pela beleza natural do percurso. De facto, sou um corredor diurno, gosto de contemplar a paisagem onde passo, muitas vezes fonte de energia e motivação e num local assim é impossível não as sentir. Após a primeira hora de prova, já começo a sentir o calor e ainda são 8h da manhã… Um pouco depois, o percalço da prova numa parte mais técnica, onde apoio mal o pé esquerdo e dá-se uma torção. Sinto dor, avalio rapidamente a situação e concluo que dá para prosseguir. O percurso vai castigando toda a parte muscular e articular e o calor vai provocando um desgaste nem sempre plenamente perceptível. Passagem pelo 1º posto de controlo (junto à capela), farol e santuário. Continuamos a percorrer as arribas, sempre junto ao mar, mas desta feita já em direcção norte. Mais à frente esperava-nos uma alteração ao percurso, com a substituição do areal do Meco por um caminho paralelo à praia, mas que se desenrola na arriba. Do meu ponto de vista, gostei mais de fazer esta alternativa, embora reconheça que tornou o traçado um pouco mais duro e mais longo, pois implicou correr na mesma na areia solta, mas com desnível associado e nem sempre em linha recta. O tornozelo esquerdo cada vez se queixava mais, sendo especialmente dolorosos os impactos sofridos nas descidas. Após a saída do Meco, continuou o terreno arenoso, mas desta feita quase sempre em subida, embora com a vantagem de apanhar alguma sombra providenciada pelo pinhal que atravessávamos. Chegada ao 2º controlo, este electrónico. Nesta fase, os quilómetros acumulados (cerca de 32/33), a dureza do percurso até ali e o calor existente, começou a fazer efeito. O terreno deixa de ser técnico, permitindo o aumento do ritmo, embora o facto de ser maioritariamente a subir, de começar a acusar o desgaste e do pé cada vez me doer mais, não tenha conseguido impor o ritmo que tinha antecipado. Afinal estava a fazer uma Ultra (não costumo considerar Ultras, provas que tenham distâncias próximas da maratona, mas esse é apenas o meu critério) e como é normal em provas Ultra, tinha chegado a fase da luta, a fase em que todo o nosso corpo nos diz para parar e temos que o obrigar a seguir em frente. No entanto, apesar das dificuldades, nunca me passou pela cabeça considerar a desistência, o que é um bom indicador sobre a força mental e motivacional em que me encontro. Passagem na pedreira, com a sua característica paisagem desolada, que se transforma facilmente num forno num dia quente. Sabia que tinha pela frente uma descida ao vale, seguida da última subida da prova, ao Castelo de Sesimbra. Sofro bastante nessa descida, o tornozelo queixa-se fortemente e não consigo ter o ritmo habitual. Recupero um pouco o ânimo na subida ao castelo, onde está situado o 3º controlo. A partir daí é a descida para a vila e para a meta. Descida esta, que se transformou na parte mais dolorosa da prova, tendo sido ultrapassado pelo João Faustino, que devia ir ao dobro da velocidade a que eu me deslocava, mas a meta já se sentia e lá veio a motivação para os últimos quilómetros.
Acabei por não fazer o tempo que previa, que seria por volta das 5h, mas adorei a prova. O percurso é fabuloso, correr naquela paisagem é um privilégio, mais ainda quando a organização da prova esteve, do meu ponto de vista, irrepreensível, quer na marcação, quer nos abastecimentos, quer na simpatia com que recebe os atletas (eu sei que sou suspeito).

Dados da prova:

Tempo: 5h25m26s
Classificação: 18º da geral
Distância total: 51,4 kms

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Col du Bonhomme / Refuge de la Croix du Bonhomme


Notre Dame de la Gorge

Retomando a odisseia do UTMB, após sair de Les Contamines e percorrer cerca de 4 kms bastante planos, dá-se a ascensão a um dos pontos mais altos da corrida: a Croix du Bonhomme.
São cerca de 1.300 m de altitude ganhos em apenas 9 kms. A subida inicia-se na povoação de Notre Dame de la Gorge, conhecida pela sua capela construída no século XIV pelos monges Beneditinos e antigo local de peregrinação. Em apenas 4 kms, alcançaremos La Balme, uma pequena povoação a 1.700 m de altitude. Nesta povoação, teremos o 2º controlo de tempo, sendo excluidos todos os atletas que não saiam do controlo até às 8h de prova. 

Col du Bonhomme

A subida continua até ao Col du Bonhomme (2.329 m de altitude) e posteriormente até à Croix du Bonhomme (2.486 m de altitude), descendo um pouco até ao respectivo refúgio.

  
Refuge de la Croix du Bonhomme

Estaremos com 44 kms percorridos e um desnível positivo acumulado de mais de 2.800 m.



Semana de treinos, 1 a 7 de Abril

Monsanto - Lisboa
 
2ªf –Dia de descanso.
3ªf – Dia de bidiário. Treino suave, de manhã de 50’, ao longo do Passeio Marítimo de Oeiras. Devido à mudança da hora, treino iniciado ainda de noite e terminado já de dia. À tarde, 30’ de corrida de aquecimento, seguido de 2x o circuito de exercícios em escadas. Apareceu o cansado acumulado ao longo do final da semana anterior e o desgaste ao nível dos gémeos, embora tenha sentido uma adaptação crescente ao esforço da segunda volta.
4ªf - Treino de ritmo de 90’, com 60' iniciais com menor ritmo e 30' finais com um ritmo mais forte.
5ªf – Regresso à mata, para sessão de séries: 6 x 8’. Antevia o treino mais complicado da semana, embora tenha suplantado as minhas expectativas relativamente à sua dureza. A muita lama existente ao longo dos trilhos, dificultou ainda mais o esforço, já de si muito duro. São 48' de grande intensidade, num terreno muito pesado ou alagado, com constantes subidas e descidas. Mais um treino em que foi fundamental cerrar os dentes e pensar apenas em cada repetição, para levá-lo até ao fim. Conclui a tarefa completamente exausto. 
6ªf – Dia para recuperar do esforço da véspera: 50' em ritmo lento e em terreno plano. No final, sessão de trabalho específico de gémeos.
Sábado – Quinze quilómetros, percorridos nas matas e no corta-mato do Jamor, sempre a um ritmo muito baixo. Ainda a sentir o esforço de 5ªf. Finalmente, um tempo primaveril que torna o treino muito mais agradável.
Domingo – Trinta quilómetros, Monsanto. Novamente, boas condições climatéricas e um ritmo descontraído. Chegou a altura de levantar o pé, o dia 14 aproxima-se e com ele o primeiro objectivo da época: o Ultra Trail de Sesimbra.