terça-feira, 7 de maio de 2013

Col de la Seigne

Col de la Seigne

E a lenta ascensão iniciada em Les Chapieux, passará en La Ville des Glaciers e no refúgio des Mottets, onde começa a parte mais dura da subida, em que em pouco mais de 3 quilómetros, se sobem mais de 600 m, até atingir o Col de la Seigne a 2.516 m de altitude. O Col de la Seigne assinala a fronteira entre França e Itália, pelo que deixaremos terras gaulesas durante umas largas horas, entrando em Itália com cerca de 60 quilómetros já percorridos. O Col de la Seigne é um dos pontos mais complicados climatericamente, devido à sua altitude. Na edição passada do UTMB, devido às más condições climatéricas e à acumulação de neve neste ponto, o percurso da prova teve que ser alterado, não permitindo a passagem para Itália, pelo que se desenrolou exclusivamente em França e com menor quilometragem. Este ano, a organização, assumiu o compromisso de que, caso se verifiquem condições metereológicas idênticas, já tem um percurso alternativo, em que garante a distância inicialmente prevista.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Semana de treinos, 29 de Abril a 5 de Maio

Diversificação do tipo de treino

2ªf - Treino de reforço muscular geral e específico de glúteos, com o acréscimo de alguns exercícios.
3ªf - Atendendo à lesão, optei por ir para a piscina. Treino de cerca de 60’.
4ªf - Novo dia dedicado a reforço muscular, desta feita, em versão mais reduzida.
5ªf - Decidi fazer um teste de corrida. Iniciei o teste sem dores, no entanto a partir dos 2,5 quilómetros, comecei a sentir um desconforto crescente. Quando atingi o quilómetro 3, senti dor, o que me levou a parar o teste imediatamente. 
6ªf - Nova opção de diversificação de treino, recorrendo a bicicleta estática. Treino realizado em mudanças baixas, durante 60’.
Sábado - Novo treino de bicicleta, desta feita com mudanças mais elevadas. Duração do treino: 60’. Da parte da tarde, uma pequena caminhada.
Domingo - Nova tentativa de teste de corrida, embora algo apreensivo. Sempre a um ritmo pouco intenso, iniciei o treino decidido a parar assim que tivesse dores. Ao fim de alguns quilómetros, o desconforto apareceu, embora se tivesse mantido estável, sem nunca se agravar. Acabei por fazer cerca de 15 quilómetros. Ainda não estou totalmente recuperado, mas o treino deixou indicações de que estou a melhorar a tempo do Ultra Trail da Serra de São Mamede.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Les Chapieux

Les Chapieux

Deixando o refúgio da Croix du Bonhomme, teremos uma longa e pronunciada descida até à povoação de Les Chapieux. Em apenas 5 quilómetros, desceremos cerca de 900 metros de altitude. Neste local, existrá nova barreira horária de 11h30 de prova.
Após deixar Les Chapieux, damos início a uma lenta ascensão, que nos levará a um dos pontos mais emblemáticos deste desafio.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Semana de treinos, 22 a 28 de Abril

Foi assim que me pareceram as escadas na 3ªf...
 
2ªf - Treino de reforço muscular geral e específico de glúteos.
3ªf - Dia de bidiário. Treino matinal de 50’, com o aparecimento de várias dores musculares. À tarde, aquecimento de 35’ na mata, seguido de uma sessão bastante dura de exercícios em escadas.
4ªf - Início do treino com muitas dores, especialmente no posterior da coxa esquerda. Cumpri os 90’ previstos, embora só conseguindo atingir o ritmo pretendido nos últimos 40’ do treino.
5ªf - O plano indicava uma sessão de 20x2’ com desnível, mas o agravamento das condições musculares, fez-me alterar para 70’ na mata do Jamor.
6ªf - Novo dia de bidiário. Treino matinal de 50’ muito lentos. As dores são crescentes, o que me faz optar pelo cancelamento do treino da tarde.
Sábado - Estavam previstos 20 kms, mas o treino teve que ser interrompido. Fiz apenas 15,5 kms, tomando a decisão de parar para recuperar fisicamente, pois estamos a apenas 3 semanas do Ultra Trail da Serra de São Mamede.
Domingo - Descanso.

domingo, 28 de abril de 2013

Semana de treinos, 15 a 21 de Abril


Kids Race - Scalabis Night Race

2ªf e 3ªf – Descanso, gelo e anti-inflamatório para recuperar o mais rapidamente possível o tornozelo esquerdo.
4ªf – O tratamento funcionou ainda mais rapidamente do que estava à espera e decidi fazer um teste. Acabaram por ser 50’, num ritmo lento. Apesar da sensação de alguma instabilidade, o que me impossibilita nos próximos dias de correr em terreno acidentado, o teste foi muito positivo.
5ªf - Confiante no teste da véspera, decidi manter o treino previsto, apesar de implicar alguma intensidade. Assim, após o aquecimento, fiz 10x2’. Sessão muito afectada pelo forte vento existente, sendo que 7 das 10 repetições foram contra esse mesmo vento.
6ªf - Treino tranquilo de 50’, seguido de uma sessão específica de reforço de gémeos.
Sábado - Dia passado em Santarém com o objectivo de ajudar a organização da Scalabis Night Race, nas corridas dirigidas aos escalões de formação. Creio que foi um grande sucesso estimular mais de 200 jovens para a prática desportiva. É de salientar que os escalões que tiveram maior adesão foram os Bambis e os Benjamins.
À noite, foi a vez de eu fazer a prova principal na distância de 10 kms, algo extremamente raro (distância curta e ainda por cima em asfalto). Apesar de ter feito o Ultra Trail de Sesimbra apenas 6 dias antes e da sessão de séries de 5ªf, consegui fazer a prova em 38’56’’. O ambiente na cidade estava fantástico.

Tempo: 38m56s (tempo oficial: 39m03s)
Classificação: 40º da geral (9º escalão)
Distância total: 10,15 kms

Domingo - Com menos de 12h de recuperação, dei início ao treino previsto de 20 kms, no Monsanto, num excelente dia de Primavera. Primeira parte mais lenta, mas aumentando o ritmo progressivamente, acabando bastante confortável.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Semana de treinos, 8 a 14 de Abril

Fonte: João Faustino

2ªf – Descanso. Estava prevista sessão de reforço muscular e trabalho específico de glúteos, mas não consegui ter tempo disponível.
3ªf – Treino de 30’ + 6x1’, realizado entre a meia-noite e a 1h da manhã (foi quando houve possibilidade), no Passeio Marítimo de Oeiras. Enquanto corria, muitas memórias desfilaram do tempo em que treinava no mesmo espaço, frequentemente por volta dessa hora.
4ªf - Treino tranquilo de 50’. Em semana de descompressão, é só rolar serenamente, já com a mente em Sesimbra.
5ªf – Novo treino tranquilo de 45’, na mata do Jamor.
6ªf – Dia de descanso.
Sábado – Último treino antes do Ultra Trail de Sesimbra, 30’ a rolar no Passeio Marítimo de Oeiras.
Domingo – O dia da primeira prova importante do ano, para mim. Consciente de que a época está desenhada para alcançar o pico de forma no final de Agosto, pelo que ainda estou longe da melhor forma, a prova serviria para aferir sobre o meu actual estado e de como estou a reagir ao treino. Assim, optei por uma estratégia de corrida, com um princípio de prova mais prudente, procurando aproveitar a parte mais corrível do traçado nos últimos 20 kms. Pela frente, além da dureza do percurso, teria um adversário do qual não gosto nada: o calor que se anunciava nas previsões metereológicas.    
Inicío, às 7h da manhã, estranhamente lento para o habitual, permitindo um grupo muito numeroso na frente. O segundo quilómetro, um pouco mais rápido, permitiu ir esticando o grupo antes da saída do alcatrão e do ataque à primeira subida. Após a subida da pedreira, em estradão, entrada num trilho técnico, a descer, que nos leva até à Ribeira do Cavalo e que nos dá o mote para o que nos espera até ao cabo Espichel. A partir daí um constante sobe e desce ao longo da falésia, com uma paisagem absolutamente maravilhosa. Apesar de sentir que não estou num grande dia, vou percorrendo os quilómetros a um ritmo aceitável (para os meus padrões), muito ajudado pela beleza natural do percurso. De facto, sou um corredor diurno, gosto de contemplar a paisagem onde passo, muitas vezes fonte de energia e motivação e num local assim é impossível não as sentir. Após a primeira hora de prova, já começo a sentir o calor e ainda são 8h da manhã… Um pouco depois, o percalço da prova numa parte mais técnica, onde apoio mal o pé esquerdo e dá-se uma torção. Sinto dor, avalio rapidamente a situação e concluo que dá para prosseguir. O percurso vai castigando toda a parte muscular e articular e o calor vai provocando um desgaste nem sempre plenamente perceptível. Passagem pelo 1º posto de controlo (junto à capela), farol e santuário. Continuamos a percorrer as arribas, sempre junto ao mar, mas desta feita já em direcção norte. Mais à frente esperava-nos uma alteração ao percurso, com a substituição do areal do Meco por um caminho paralelo à praia, mas que se desenrola na arriba. Do meu ponto de vista, gostei mais de fazer esta alternativa, embora reconheça que tornou o traçado um pouco mais duro e mais longo, pois implicou correr na mesma na areia solta, mas com desnível associado e nem sempre em linha recta. O tornozelo esquerdo cada vez se queixava mais, sendo especialmente dolorosos os impactos sofridos nas descidas. Após a saída do Meco, continuou o terreno arenoso, mas desta feita quase sempre em subida, embora com a vantagem de apanhar alguma sombra providenciada pelo pinhal que atravessávamos. Chegada ao 2º controlo, este electrónico. Nesta fase, os quilómetros acumulados (cerca de 32/33), a dureza do percurso até ali e o calor existente, começou a fazer efeito. O terreno deixa de ser técnico, permitindo o aumento do ritmo, embora o facto de ser maioritariamente a subir, de começar a acusar o desgaste e do pé cada vez me doer mais, não tenha conseguido impor o ritmo que tinha antecipado. Afinal estava a fazer uma Ultra (não costumo considerar Ultras, provas que tenham distâncias próximas da maratona, mas esse é apenas o meu critério) e como é normal em provas Ultra, tinha chegado a fase da luta, a fase em que todo o nosso corpo nos diz para parar e temos que o obrigar a seguir em frente. No entanto, apesar das dificuldades, nunca me passou pela cabeça considerar a desistência, o que é um bom indicador sobre a força mental e motivacional em que me encontro. Passagem na pedreira, com a sua característica paisagem desolada, que se transforma facilmente num forno num dia quente. Sabia que tinha pela frente uma descida ao vale, seguida da última subida da prova, ao Castelo de Sesimbra. Sofro bastante nessa descida, o tornozelo queixa-se fortemente e não consigo ter o ritmo habitual. Recupero um pouco o ânimo na subida ao castelo, onde está situado o 3º controlo. A partir daí é a descida para a vila e para a meta. Descida esta, que se transformou na parte mais dolorosa da prova, tendo sido ultrapassado pelo João Faustino, que devia ir ao dobro da velocidade a que eu me deslocava, mas a meta já se sentia e lá veio a motivação para os últimos quilómetros.
Acabei por não fazer o tempo que previa, que seria por volta das 5h, mas adorei a prova. O percurso é fabuloso, correr naquela paisagem é um privilégio, mais ainda quando a organização da prova esteve, do meu ponto de vista, irrepreensível, quer na marcação, quer nos abastecimentos, quer na simpatia com que recebe os atletas (eu sei que sou suspeito).

Dados da prova:

Tempo: 5h25m26s
Classificação: 18º da geral
Distância total: 51,4 kms

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Col du Bonhomme / Refuge de la Croix du Bonhomme


Notre Dame de la Gorge

Retomando a odisseia do UTMB, após sair de Les Contamines e percorrer cerca de 4 kms bastante planos, dá-se a ascensão a um dos pontos mais altos da corrida: a Croix du Bonhomme.
São cerca de 1.300 m de altitude ganhos em apenas 9 kms. A subida inicia-se na povoação de Notre Dame de la Gorge, conhecida pela sua capela construída no século XIV pelos monges Beneditinos e antigo local de peregrinação. Em apenas 4 kms, alcançaremos La Balme, uma pequena povoação a 1.700 m de altitude. Nesta povoação, teremos o 2º controlo de tempo, sendo excluidos todos os atletas que não saiam do controlo até às 8h de prova. 

Col du Bonhomme

A subida continua até ao Col du Bonhomme (2.329 m de altitude) e posteriormente até à Croix du Bonhomme (2.486 m de altitude), descendo um pouco até ao respectivo refúgio.

  
Refuge de la Croix du Bonhomme

Estaremos com 44 kms percorridos e um desnível positivo acumulado de mais de 2.800 m.