quarta-feira, 3 de abril de 2013

Swiss Alpine 2011

 

No último treino longo, enquanto corria debaixo de um dilúvio, como forma de motivação vagueei pelas memórias do Swiss Alpine K78 que fiz em 2011. Tudo voltou a fazer sentido, senti o regresso aos Alpes mais próximo e preparei-me mentalmente para as possíveis condições climatéricas que terei que enfrentar em prova. 




Semana de treinos, 25 a 31 de Março




2ªf –Treino de reforço muscular geral, seguido de sessão específica de glúteos.
3ªf – Primeiro bidiário do mesociclo. Treino suave, de manhã de 50’, ao longo do Passeio Marítimo de Oeiras. À tarde, 30’ de corrida de aquecimento, seguido de 2x o circuito de exercícios em escadas. Cheguei ao final sem grande esforço e com a sensação que conseguiria fazer o circuito mais uma vez.
4ªf - Treino de ritmo de 120’. Volta inicial no Jamor, mais ida e volta ao Cais de Sodré, num total de 27 kms.
5ªf – Regresso à mata, para sessão de séries: 20 x 1’. A chuva e a lama a dificultarem muito o ritmo. De positivo, o facto das últimas 5 repetições terem sido as mais rápidas.
6ªf – O plano indicava novamente dia de bidiário, mas só consegui fazer os 50’ matinais. No entanto, o treino da tarde foi substituído por uma sessão forçada de reforço muscular muito intenso.
Sábado – Dia inteiro de reforço muscular intenso. Não houve tempo para corrida.
Domingo – Quarenta quilómetros, repartidos pelas matas do Jamor e Monsanto. Condições climatéricas terríveis, com chuva permanente, por vezes muito forte, frio e vento. Muitos quilómetros realizados com os pés totalmente submersos em água ou lama. Durante todo o treino não me cruzei com um único ciclista o que atesta bem as condições em que decorreu o treino. Felizmente encontrei um corredor (o único), o Luís Matos Ferreira, tendo aproveitado a sua companhia durante uns 7 ou 8 quilómetros. Nos últimos 15 quilómetros do treino, houve um agravamento das condições climatéricas, tendo surgido a tentação de o encurtar, mas o combate foi travado com sucesso e os quilómetros cumpridos.  

Semana de treinos, 18 a 24 Março


Castelo de Sesimbra - Gostei tanto da subida, que a fiz 2 vezes


2ªf – Dia dedicado a reforço muscular.
3ªf - Treino de 30’ de aquecimento, seguido de circuito de exercícios em escadas. Pela segunda vez, fiz o circuito duplamente, sentindo mais facilidade na 2ª volta.
4ªf - Treino de 90’, de ritmo. Preocupado com o treino do dia seguinte, não forcei muito o andamento. Devido ao cansaço que senti, acabei por fazer apenas 70’, embora com os 10’ minutos finais muito intensos.
5ªf – Dia de séries na mata, 4x10’. As duas primeiras ainda foram feitas de dia. Entre a 2ª e a 3ª repetição, tive que descer da mata para ir buscar o frontal, o que me obrigou a uma recuperação muito acelerada, seguida de um início de repetição sempre a subir, pelo que esta repetição foi a que mais me custou e com pior tempo.
6ªf – Treino de recuperação que soube muito bem. Realizado a um ritmo propositadamente lento, durante 50’, seguido de umas rectas e circuito de gémeos.
Sábado – Vinte quilómetros, repartidos pelas matas do Jamor. Muita chuva e muita lama, com muito cansaço à mistura, traduziu-se num treino muito difícil em que a perseverança foi fundamental.
Domingo - Trinta quilómetros, realizados no percurso do Trail de Sesimbra, com algumas idas à frente e atrás, com bastante menos cansaço do que no treino da véspera.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Semana de treinos, 11 a 17 Março

Sesimbra - Praia da Ribeira do Cavalo

2ªf - Treino relaxado de 50’. No plano estava prevista sessão de reforço muscular, mas acabei por não fazer por falta de tempo.
3ªf - Treino de 60’, com algum ritmo e final forte. Pequena volta no Jamor, saída até Paço de Arcos e retorno.
4ªf - Treino de 90’, entre Paço de Arcos e S. Pedro do Estoril. Ritmo animado, com final forte em subida. Compensei a falha de 2ªf e fiz o reforço muscular em falta. 
5ªf - Treino de 70’, com intenção de descansar dos ritmos mais fortes impostos nos dias anteriores. No final, rectas e circuito de gémeos.
6ªf - O treino mais duro da semana: 10 séries de 5’ na mata. A penúltima já feita quase às escuras e a última a ter que descer por falta de visibilidade. Terminei cansado, mas satisfeito com a prestação.
Sábado - Ainda cansado do treino da véspera, cumpri os 15 kms previstos, repartidos pelas matas do Jamor. Apesar de sentir algum cansaço, a média final foi surpreendentemente agradável.
Domingo - O plano indicava 25 quilómetros, a realizar em parte do percurso do Ultra Trail de Sesimbra. Condições climatéricas muito más (muita chuva e trovoada), obrigaram a alterar o treino por questões de segurança. Acabei por fazer apenas 11,5 quilómetros, seguidos de uma caminhada de reconhecimento do percurso de aproximadamente 4 quilómetros.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Les Contamines

Les Contamines

Saindo de Saint-Gervais, continuamos a corrida, ganhando altitude lentamente até chegar aos 1.170 m  e à povoação de Les Contamines, já com 31 quilómetros de percurso cumprido. Neste local, está definida a 1ª barreira horária. São excluídos todos os atletas que não saiam do controlo antes de 6 horas após o início da corrida.


segunda-feira, 11 de março de 2013

Semana de treinos, 4 a 10 de Março


Na partida do Trail de Arruda dos Vinhos

Semana atípica, com paragem 2ªf, 3ªf e 4ªf, devido a uma pequena lesão.
5ªf - Treino de 40’, feitos entre o Jamor e Paço de Arcos. Os 3 dias de paragem, fizeram com que o regresso aos treinos me desse um enorme prazer. O ritmo foi um bocadinho mais elevado do que estava previsto, atendendo a que teria prova no sábado.
6ªf - Treino de 30’, num ritmo bastante lento, a pouco mais de 12h do Trail de Arruda dos Vinhos.
Sábado - Mais uma prova pequena, aproveitando a proximidade a Lisboa. Apesar da nebulosidade, o tempo lá se aguentou e só caíram umas gotas ao longo da prova. O terreno, como seria de esperar, estava com muita lama e muitos cursos de água. Prova com algum desnível, com subidas relativamente longas, seguidas de descidas igualmente longas. Início com uma subida longa, seguida da primeira grande descida, com muita vegetação rasteira a ocultar o caminho, o que me fez optar por um abrandamento prudente. Um pouco mais à frente, um engano que me fez percorrer mais alguns metros. A sinalização apesar de estar bastante melhor do que na prova anterior desta organização (Monte Serves), ainda tem bastantes possibilidades de melhoria. Em diversos sítios obrigava a abrandamento ou paragem e procura das fitas, que eram escassas e por vezes pouco visíveis. E lá fui continuando, ora subindo, ora descendo, passando o primeiro abastecimento e depois, mais tarde, o segundo abastecimento, este já com alguma comida. Os últimos quilómetros foram percorridos na companhia do Guilherme Branquinho, com alguma conversa à mistura.

Dados da prova:

Tempo: 1h39m36s (tempo oficial: 1h39h50)
Classificação: 8º da geral
Distância total: 17,5 kms
Desnível +: 667m

Domingo - Treino de recuperação, 40’ a um ritmo mais rápido do que o pretendido, mas a prova foi curta e a recuperação rápida. Senti-me bem desde o início.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Semana de treinos, 25 de Fevereiro a 3 de Março

Vista da capela - Estádio Nacional

2ªf - Devido ao estado físico em que estava pós-Sicó, treino ultra ligeiro de 35’ na companhia de um amigão. Muito mais conversa do que corrida.
3ªf - Treino planeado de 90’, com final forte. Preferi fazê-lo fora de estrada, no Jamor, repartido pela mata da capela, corta-mato e mata do Parque Aventura. Regresso das sensações boas, na escuridão e silêncio das matas, interrompido ocasionalmente pela corrida de um coelho ou o piar de uma coruja.
4ªf - Aquecimento, seguido de séries de 1’. Experimentei  fazê-las na pista de corta-mato do Jamor. Em relação à mata, permite uma velocidade maior, pois há maior luminosidade e é mais plano, mas acaba por ser extremamente entediante andar às voltas no mesmo sítio tanto tempo.
5ªf - Treino de 70’, feitos entre o Jamor e Alcântara (um pouco antes das Docas). Final forte, com um ritmo surpreendente nos 10’ finais.
6ªf - Aquecimento, seguido de circuito de exercícios em escadas. Como novidade, a realização do circuito por 2 vezes. A primeira volta sem grandes reparos, na segunda os gémeos começaram a acusar o esforço. Treino concluído, mas com muito desgaste na fase final.
Sábado - O plano dizia 15 kms, mas acabaram por ser um pouco mais de 16 kms, repartidos pela mata da capela, corta-mato e mata do Parque Aventura.
Domingo - Monsanto, cerca de 20 kms, muito tranquilos até ao km 12, com um ritmo mais forte nos quilómetros restantes. O Monsanto estava com muita actividade: Corrida da Árvore, onde encontrei muita gente conhecida, um passeio de cicloturismo e ainda uma caminhada com muita adesão. 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Saint-Gervais-Les-Bains

Depois de passar Les Houches começa a primeira ascenção. Em 5 kms ganharemos cerca de 800m de altitude, passando pelo Col de Voza e chegando ao 2º abastecimento  no Le Délevret.

Le Délevret
Depois é preciso subir mais um bocadinho até La Charme e estarão cumpridos os primeiros 15 kms da prova. Após La charme, descida de 6 kms até à povoação de Saint-Gervais, o ponto mais baixo de toda a prova, situado apenas a 810 m de altitude. Saint-Gervais é mais uma povoação pitoresca desta região.

Saint-Gervais-Les-Bains


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Semana de treinos, 18 a 24 de Fevereiro

Buracas do Casmilo

Resumo da semana de treinos entre 18 e 24 de Fevereiro:

2ªf - Treino curto de corrida, seguido de circuito de diversos exercícios de reforço muscular, sem nenhuma nota digna de registo.
3ªf - Dia de séries na mata. Aquecimento um pouco mais longo que o habitual e a um ritmo bastante mais elevado, mas optei por ter companhia… O aquecimento de 11 quilómetros rápidos e  o facto de ter corrido de noite, em piso enlameado, contribuiu bastante para os tempos fracos que registei.
4ªf - Novo treino ligeiro de corrida, seguido de um circuito de diversos exercícios em escadas. O treino desenrolou-se em Paço de Arcos, o que obrigou à adaptação das séries nas escadas, pois costumo fazer este treino no Jamor, onde existem escadarias com 50 degraus. Acabei por fazer o circuito no Parque dos Poetas, numa escadaria de 15 degraus, aumentando o número de repetições e reduzindo o tempo de recuperação.
5ªf - Tinha previsto um treino de 90’ com ritmo progressivo, no entanto, acabou por ser um treino de 70’ com um ritmo bastante intenso. Novamente a companhia a ditar o ritmo, o que fez com que este aumentasse em relação ao planeado. Apesar do cansaço inicial, acabei forte o treino.
6ªf - O plano de treinos mandava fazer 20 kms na mata. Dia de Inverno rigoroso, muito frio e muita chuva. A juntar a isso, o cansaço do treino da véspera e várias dores que se foram instalando ao longo da semana, que teimavam em não desaparecer. Conclusão: motivação nula para cumprir o treino. Mas é nesses dias que a auto-disciplina e algum espírito de sacrifício têm que aparecer. Iniciei o treino, os primeiros quilómetros um verdadeiro tormento de dores e luta comigo próprio, mas os quilómetros iam passando, lentamente para a vontade que tinha que o fim do treino chegasse. Cumpri integralmente os 20 quilómetros, num treino muito mais útil a nível mental do que fisicamente. Qualquer ultracorredor sabe que faz parte do processo, obrigar-nos a correr quando a vontade para tal já não se encontra presente. O foco no objectivo final e a auto-disciplina têm que prevalecer.
Sábado - O treino mais desejado da semana, o longo em Terras de Sicó. Fiz quase integralmente o percurso (menos 8 kms) do Ultra Trail de Conímbriga Terras de Sicó, num total de 37 kms, corridos em excelente companhia e a um ritmo muito tranquilo. Deu para apreciar a enorme beleza do percurso (o que em competição é muito mais difícil) e fazer alguns acertos de última hora. As dorzitas da semana continuaram a dar sinal, mas ao longo do treino foram melhorando bastante, tendo acabado muito melhor do que tinha começado.
Domingo - Dia de “descanso” forçado da corrida, pois comecei o dia às 5h40 e cheguei a casa às 00h10 do dia seguinte. Dia totalmente dedicado à organização do Ultra Trail de Conimbriga Terras de Sicó. Claro que acabei muito mais cansado do que se tivesse feito 2 vezes o Ultra Trail, mas a satisfação de contribuir para proporcionar uma excelente prova a tantas centenas de atletas, fazem-me sentir devidamente recompensado. Ficou uma enorme vontade em competir, mas para existirem provas, tem que haver alguém do outro lado que as organize. Enorme espírito de camaradagem entre toda a equipa O MUNDO DA CORRIDA e restantes voluntários que colaboraram.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Les Houches

Les Houches
Após a partida, em Chamonix, desenrolam-se 8 kms praticamente planos até Les Houches, local onde encontraremos o primeiro abastecimento. Este início suave, ao longo do vale, acompanhando o rio Arve, servirá de aquecimento para o desafio que teremos pela frente.

Primeiros 10 Kms do UTMB

Les Houches é uma pequena povoação, conhecida por ser uma estância alpina, dedicada ao ski e ao montanhismo.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Semana de treinos, 11 a 17 de Fevereiro


Mais uma semana de treino, mas desta vez em melhores condições físicas, cumprindo integralmente os treinos planeados.
Início na 2ªf com um treino de corrida curto de recuperação, seguido de uma sessão de reforço muscular.
Aproveitando o dia de Carnaval, consegui fazer as séries na mata do Jamor de dia, o que faz muita diferença em relação ao habitual esforço nocturno. A luz do frontal é perfeitamente suficiente quando se anda a determinado ritmo, mas acelerando, implica uma concentração redobrada e uma ou outra saída dos trilhos, por não se travar atempadamente. É um treino que me costuma deixar extremamente cansado, quer física, quer mentalmente, pois o esforço de concentração é tremendo.
Na 4ªf, novo treino ligeiro de corrida, seguido de um circuito de diversos exercícios em escadas.
Na 5ªf, treino de ritmo feito entre Paço de Arcos e S. Pedro do Estoril. Apesar de correr num sítio com uma paisagem fabulosa, os treinos de estrada cada vez me custam mais.
Na 6ªf, dia de regresso às matas do Jamor para fazer 20 kms em ritmo progressivo. Foi o segundo dia consecutivo com alguma intensidade, mas o corpo respondeu bem.
Sábado, treino tranquilo de cerca de 1h, no Monsanto, com o objectivo de recuperar do esforço dos 2 dias anteriores. No final, uma sessão de exercícios específicos para os gémeos.
Domingo, regresso ao Monsanto. Foram 25 kms de grande prazer, com a chuva a cair, mas sem grande intensidade e com muita lama pelos trilhos…
Senti-me confortável desde o início, mas à medida que os quilómetros passavam, ainda melhor me sentia, o que permitiu aumentar o ritmo gradualmente até ao fim do treino. Os últimos 15 minutos do treino foram já feitos sem chuva, ouvindo o canto dos pássaros, num anúncio da Primavera que se aproxima.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Chamonix

E é aqui que tudo começa... Chamonix!


Cidade situada na região francesa da Alta Sabóia, com apenas 9.000 habitantes, é o ponto de partida para percursos de alpinismo e para a prática do ski, devido à sua proximidade ao maciço do Mont Blanc.
No centro, ergue-se a estátua de Horace-Bénédict de Sausurre, naturalista e geólogo suiço, e do guia de montanha Jacques Balmat. O primeiro é considerado, graças às suas expedições, o fundador do Alpinismo e o segundo, como o primeiro homem a alcançar o cume do Mont Blanc, em 1786.

Jacques Balmat apontando o cume do Mont Blanc a Horace-Bénédict de Saussure

E onde espero que acabe!





segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Deixo aqui um excerto da apresentação do Ultra Trail do Mont-Blanc (UTMB), inscrito na página oficial:

"30 de agosto de 2013. São 16:30 e mais de 2300 pessoas partilham o mesmo sonho: dar a volta a Mont Blanc em menos de dois días. Cada um de nós dedicou vários meses à preparação. Apesar da enormidade da prova, estamos tranquilos porque sabemos que cerca de 1300 voluntários participam na mesma aventura, preparados a oferecer-nos, com paixão, a sua ajuda e o seu ânimo, com um espírito de partilha e de amizade.
Vamos viver uma aventura impressionante!
Ao luar, contornaremos l'Aiguille de Bionnassay e atravessaremos o Col du Bonhomme. Com o nascer do sol, passaremos o Col de la Seigne e entraremos em Itália, na magia do Vale Veni dominado pela Noire de Peuterey e os glaciares que descem do Mont Blanc.
Mais tarde chegaremos ao Val Ferret, guardado pela Dent du Géant y as Grandes Jurasses antes de pasar, por fim, à Suiça e disfrutar da sua paisagem cuidadosamente preservada.
Deveremos suportar o cansaço, superar as nossas dúvidas e as nossas angústias. Alguns de nós, tendo chegado ao limite das suas forças, preferirão abandonar, com a esperança de acabar a volta completa na próxima vez. Outros, atravessarão Bovine e Tseppes. Depois, passarão frente à l'Aiguille Verte, à vertical dos Drus e ao majestoso Mont Blanc, para aproximar-se da chegada, no centro de Chamonix."

 

Percurso do UTMB
 

 Perfil Altimétrico do UTMB




domingo, 10 de fevereiro de 2013





Semana de treinos terminada!
Após o Trail de Bucelas, senti algum cansado que se fez sentir ao longo da semana, o que me obrigou a alterar o treino de 6ªf, fazendo apenas o circuito de reforço de gémeos previsto.
Sábado, dia de treino duro, agradeci o descanso da corrida na véspera e consegui fazer um bom treino.
Domingo, opção por um treino mais relaxado em ritmo, mas mais aventureiro, no cenário do Cabo da Roca. Alguns trilhos bastante técnicos, escalada e “abertura” de novos trilhos… muitos cortes para recordar a ousadia!







segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Realizou-se ontem o I Trail Running de Bucelas, com 2 provas, uma com 23 kms e a outra, mais pequena, com 12 kms. Atendendo à proximidade geográfica e à tentativa de descobrir novos locais de treino, optei por participar. Não é habitual correr distâncias tão curtas, mas tendo em consideração que estou numa fase inicial da preparação, decidi apostar e em boa hora o fiz. Mas vamos por partes…
Comecei por aproveitar a boleia da Mónica e do Bruno, sentindo-me uma espécie de padrinho do regresso da Mónica à competição.
À chegada, o tradicional reencontro com os amigos, o levantamento do dorsal (bastante célere) e o início do aquecimento.
Às 9h dá-se a partida, começando a prova com o Jorge Matos a impor um ritmo bastante forte, pelo menos para mim. São ritmos em que não me sinto confortável, pois estou habituado a distâncias mais longas, em que o ritmo inicial é progressivo e mais suave. Rapidamente se vai alongando o grupo da frente e vejo afastarem-se os mais rápidos.
A primeira metade da prova é muito rápida, sem grandes desníveis a assinalar (apesar de uma primeira subida significativa), feita em terrenos relativamente secos e com grau técnico reduzido. Antes de alcançarmos os 12 kms, dá-se a separação do percurso das duas provas, regressando os atletas da prova mais curta ao ponto de partida. Logo após a separação, o percurso atravessa um rio, local estratégico, onde uma fotógrafa tirava fotos aos atletas. A partir daí tudo se complicaria, o terreno tornava-se mais acidentado e sobretudo o piso apresentava-se extremamente lamacento.
 
Passagem do rio (fonte: momenttum)

Mais para o final, começo a sentir algum cansado resultante dos ritmos inicialmente impostos, mas vou continuando com um ritmo bastante aceitável para o actual estado de forma.
As marcações foram excelentes, indicando perfeitamente o caminho e avisando sempre dos perigos que nos aguardavam, fosse a aproximação a um local com circulação de carros ou uma descida mais técnica. Os abastecimentos perfeitamente ajustados ao esforço que os atletas iriam despender e a simpatia de todos os colaboradores da organização, uma certeza. O percurso é pitoresco, pouco técnico e bastante rápido, podendo ser ainda mais rápido caso o piso não se encontrasse tão enlameado. Felizmente, para retirar a lama toda, o duche final estava bem quentinho. Enfim, nota muitíssimo positiva para a organização.
Objectivos duplamente atingidos: uma prova que me deu muito prazer fazer e a descoberta de um novo local de treino.

Na recta da meta (fonte: Ana Ceríaco)

Dados da prova:

Tempo: 1h55m35s
Classificação: 14º da geral
Distância total: 23,1 kms
Desnível +: 635 m

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Só mais um km!


Só mais um km! Eis o nome que adoptei para esta minha incursão no mundo dos blogs. Escolhi este nome, porque acredito que este pensamento já passou muitas vezes pela cabeça de qualquer um que se tenha aventurado pelas corridas longas.  Porque só mais um quilómetro, significa querer ir mais além, simboliza a procura de um novo limite, de um novo desafio…
Assim como qualquer prova, por maior que seja, começa sempre com um quilómetro inicial, esta minha viagem também aqui tem o seu arranque com este pequeno texto.
O objectivo desta viagem é claro: relatar o percurso que me irá levar ao maior desafio da minha vida desportiva, a participação no Ultra Trail do Mont Blanc (UTMB). O UTMB é uma prova que atravessa 3 países (França, Itália e Suiça), rodeando o Mont Blanc, com uma extensão total de 168 kms e um desnível positivo de 9.600m. O tiro de partida será dado pelas 16h30 do dia 30 Agosto, mas a corrida começa muito antes, na realidade, já começou…
Convido-vos a virem comigo!